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Carta á amiga: O seu desafio é tornar o Cristianismo relevante em nossos dias.

Esta é uma carta que escrevi para uma amiga, com a finalidade de ajudá-la á perceber como sua fé deve estar ligada a sua atuação na sociedade. Resolvi postar e espero que possa ajudar alguém.



Nosso maior desafio hoje não é chegar num amigo da faculdade e dizer que Jesus morreu na cruz. Isso, provavelmente, todos nos centros urbanos já ouviram falar. Nosso maior desafio é fazer com que isso tenha significado, e deixe de ser só um jargão evangélico, tornando o cristianismo relevante em nossos dias. Isso fará com que o cristianismo deixe de ser algo do passado, ou algo místico e passe a ser transformador, pois deixará de tratar simplesmente de algo que mais parece uma história de infância, e que é compreendida de maneira significativa.
Nós temos papel essencial nessa relevância, pois somos cristãos e universitários, aqueles que atuarão, ou pelo menos devíamos atuar, na sociedade de maneira verdadeira. Não como um papel coadjuvante, mas os atuantes principais nela, pois somos: Advogados – que podem fazer leis justas, Psicólogos – que podem entender a mente humana (pelo menos de certa forma), Publicitários – que podem comunicar e formar opiniões, Designers, Arquitetos, Engenheiros, etc.
A fragmentação do cristão é a pior coisa que pode acontecer, mas o que acontece? Respondo a seguir:
O cristianismo tem se mostrado a cosmovisão que mais beneficia a sociedade. Os países da Europa, da América do Sul, são provas reais disso. É impressionante quando lemos sobre a história de Calvino ao entender a salvação pela fé, e todos os outros ensinos seguintes que formou a teologia não só desde a reforma, mas desde a época de Cristo, e como foi relevante para a esfera pública. Vemos universidades surgindo e miseráveis saindo das ruas para trabalhar e que não queriam sair das ruas e não gostavam de trabalhar eram levados para as cadeias. Pois o cristianismo deixa de ser só mais uma religião, com pessoas boas que querem viver bem. A fé verdadeira faz com que você entenda o que é a sociedade, o que é a justiça, o que é amor. Um exemplo: Conversando com um amigo economista ele me falou de como a economia na Europa ficou diferente depois da reforma e como um teórico falava da relevância dos protestantes nessa área. Meu amigo falou o seguinte: “Fiquei pensando, eles não podem ter a economia tão boa por causa dos reformados, só porque eles davam o dízimo?” Já imaginou se fosse realmente só por causa do dízimo? Ou o Brasil teria a maior economia mundial, ou Deus na estaria cumprindo sua promessa de que multiplicaria, já que as igrejas hoje parecem comércios e pessoas vendem tudo para dar á deus. A questão se resume na fé verdadeira e não simplesmente no dinheiro que os reformados davam, eles compreenderam o que era fé na Verdade. Dizimar nunca está separado de fé, por isso a relevância do cristianismo não pode estar separada da fé cristã, ou seremos só mais um grupo de religiosos, tentando mudar o mundo.
Somos cristãos e somos universitários, mas essas áreas não se conversam. O porquê desse acontecimento está estreitamente ligado a nossa fé. Fomos criados nas igrejas não aprendendo sobre a salvação pela fé, pode ser que de maneira verbal, sim, mas não de maneira significativa. Por isso, achamos que não nos misturamos com certos tipos de pessoas e começamos a lutar não contra teorias ou pensamentos errados que seríamos confrontados na universidade, ou nem nos confronta tanto assim, pois, por exemplo, nem todas teorias de Freud, que tanto tememos desde a infância é realmente mentira, ate mesmo algumas de suas teorias vem confirmar a fé cristã. Mas nem compreendemos essa fé e começamos lutar contra sangue e carne, pessoas. Isso faz com que ao invés do nosso curso ser nossa maior área de atuação, somos só mais um bando de evangélicos manipulados que não nos importamos com tudo que é contrário a nossa fé, pois não compreendemos a fé, mas somos preconceituosos, discriminadores e alienados. Discriminadores e preconceituosos, pois não conseguimos olhar para um homossexual com o mesmo olhar que olharíamos para o irmão mentiroso que está assentado ao lado no banco da igreja. E alienados, porque não deixamos as tradições vazias de significados, para viver a fé que olha o coração e está interessada no significado, na Verdade.
Parece que usamos máscaras, na igreja somos assim, com os amigos da igreja conversamos assim, agora, com os amigos da faculdade conversamos de outro modo. Você não se cansou de todos os dias ficar trocando de máscara? Eu me cansei, minha fé não está separada da minha vida pública, minha fé pensa. Por isso, se nosso maior desafio é tornar nossa fé relevante hoje, precisamos entender que fé é essa. Pois, também, de nada valeria compreender que a fé não é pelas obras, logo já não existe diferenças, e não compreender todas as outras verdades que estão estritamente ligadas á essa primeira.
Precisamos antes de tudo de teologia (pois ela, por exemplo, nos ensinará a verdade sobre o homem – antropologia), mas naturalmente precisamos de filosofia, precisamos de sociologia, precisamos de economia, precisamos de psicologia, precisamos de administração, precisamos de direito, de engenharia, de química, física, história, pois a fé se relaciona com todas essas áreas, você não pode entender e crer NAquele que é Tudo, se descartarmos alguma área, pois Ele já não seria tudo, mas somente alguma parte. A natureza já não seria de Deus, nem algo que aponta para Deus, mas dos cientistas para apontar sua não existência.
Atuar em sua área é descobrir que ela é algo que conversa perfeitamente com sua fé. E o seu maior desafio pessoal é descobrir como seu curso será relevante para a sua fé cristã. Mas, para isso você precisa primeiro entender o significado de tudo que tem ouvido falar á respeito de Cristo, para que isso tenha significado, seja compreensível, tenha conhecimento, tenha fé na verdade, e não seja só mais um monte de informações não decodificadas por você. O que eu fiz agora foi nada mais que usar a semiótica, muito estudada em Ciência da comunicação – como você sabe estou me formando em publicidade -, para dizer que a fé deve ser pensante. E é a fé pensante que vai te fazer descobrir como estipular leis justas no Brasil, como se relacionar com os homossexuais -, que de acordo com a nossa fé são como nós – como tratar dessa causa tão atual que envolve praticamente todos o cursos de uma universidade (psicólogos, sociólogos, advogados, etc.), qual nosso papel dentre tantas doenças de transtornos alimentares que envolve (publicidade, jornalismo, medicina, farmácia, psicologia). Eu poderia sonhar um área de atuação para você e para outras pessoas com de cursos diferentes e nem coisas tão relacionadas a área de humanas assim. Por exemplo, se lermos sobre Husser vamos descobrir como um matemático acabou entrando na área de psicologia e filosofia, e comprovarmos como todas ciências se conversam quando tratamos de fé. É a fé na Verdade vai te fazer descobrir que esta é a cosmovisão, o Cristianismo, mais capaz de atuar de modo verdadeiro, logicamente, na sociedade.

Fim de semestre 2011

Show do Oficina G3


Parque Ibirapuera

Semana de Reflexão Teológica - ABU SP


Galera!!!

Em JULHO vai rolar a Semana de Reflexão Teológica da ABU SP!

Data: 04 a 08 de Julho
Horário: 19h30
Local: Igreja Metodista Livre da Saude [IMEL Saude]
R. Veriano Pereira, 52 (próximo ao metrô Saude)

Estarão conosco:

Palestrantes: Gedeon Alencar, Ariovaldo Ramos
Mesa Mobilização de Recursos: Bruno Barreto, Braulio Craveiro
Mesa Comunicação: Giovanna Amaral, Gustavo da Hora
Mesa Missão Integral: Caio Marçal (FALE), Raquel Arouca (A Rocha Brasil)
Mesa "A gnt fazendo missão": David Kurka, Kézia Brasil

entre outros...

Você não pode perder!!!

Valor:

Para os 5 dias:
Profissionais: R$30
Estudantes: R$15

Somente um dia:
Profissionais: R$10
Estudantes: R$5

Obs.: Inscrição e pagamento feitos na hora.

Contamos com vcs!!!

Abraço,

Tribos da ABU


Rodrigo Maia | Visite também  Mundo dos Alpiqueiros
É comum encontrarmos no movimento, cada figura de Jesus ou sem Jesus, que até deixa a gente de cabelo em pé.
Incomoda, mas aprendemos a lidar.

O mais difícil é aceitar aquilo que um pode fazer e outro não.
“Sua igreja é assim? Na minha é outro esquema...”
E aí vamos nos conhecendo.
Sou um cristão reformado e entendo que na ABU existem outros tipos cristãos. As vezes temos orgulho de defender nossa linha.

Mas temos de tomar muito cuidado, porque pode parecer que estou fazendo descaso da outra doutrina. Pior! Pode parecer que estou pecando.

É muito chato quando vem abeuense querendo discutir diferenças, usos e costumes.
Pode ser que seja relevante, mas na maioria das vezes é tudo bobeira que no final não acrescenta em nada.

Quase que é comum vermos abeuenses de vestimentas características, como: saia, paletó, brinco, piercing, tatoo, cabelão e barba em homens ( em meninas tbm as vezes...huahua :X ), mini saia ou “pra quê saia?” (como diz o Macarrão). Abeuenses que comem disso ou aquilo, bebem certas bebidas ou não bebem. Alguns guardam a sexta, o sábado ou domingo. É quase normal que não concordemos com um desses pontos.

O pior é quando um abeunse quer provar que não tem nada a ver, que a Bíblia hermeneuticamente, homileticamente, exegesicamente falando, não condena tal coisa.

A questão não é se é pecado.
Acima de todo discurso deve estar o amor.
E fique de olho para que você não seja um tropeço ambulante para os pequeninos. Se você for líder então, tome o cuidado em dobro, pois você será cobrado de Deus, mais do que os outros.

Bom, se sei que não tem nada a ver tal coisa na minha linha teológica, tenho que ter no mínimo o bom senso de não ser motivo de pano pra manga para aqueles que não pensam como eu.

Claro que a outra pessoa irá condená-lo e julgá-lo como pecador. Os dois aí estão errados. A aposta não deveria ser de quem é menos, mas sim de quem é mais pecador.

Algo importante é que não quero passar a idéia de relatividade, como se nós abeuenses fôssemos liberais, não! Só tome nota de que você encontrará no movimento ABU humanos pecadores e imperfeitos. Vou sair de lá por isso? Não!

Precisamos de muitos servos de Deus para discipular esses pequeninos fora dos encontros da ABU , aí sim entra a necessidade de um movimento mais sólido chamado igreja.
Leve esse pequenino à uma igreja que é firme na palavra e que a estude de fato e não se baseie em emoções ou experiências com achômetros.
Mais uma vez, cuidado com o seu exemplo, mesmo que para sua doutrina não seja pecado.
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